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Castelo de Moura


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O Castelo de Moura, remonta ao séc. XIII, durante o domínio Cristão alcançado em 1232 no reinado de D. Dinis.

Decorria a época medieval e a povoação sofria várias invasões, que acabariam por destruir o castelo de muralhas muçulmanas. Foi durante a Ordem de Avis que se doaram um terço das rendas das igrejas de Moura e Serpa para a reconstrução do castelo. Foi construída uma linha de torres de vigilância cobrindo a raia das quais resta a Atalia da Cabeça Magra. No reinado de D. Fernando, decorria o séc. XIV que se deu ao início da segunda cerca amuralhada envolvendo mais área circundante. Entre 1805 e 1826 os antigos muros de taipa do castelo foram usados como matéria-prima para o fabrico de salitre. O troço oeste do muro da alcáçova foi demolido para dar origem ao lagar de vista alegre, ordem dada por José Pimenta Calça.

O castelo ergue-se a 184 metros acima do nível do mar, apresenta uma construção em alcáçova, com dimensões de 200 x 100 metros. A planta retangular em estilo manuelino onde se destaca o túmulo de Pedro e Álvaro Rodrigues, os conquistadores de Moura aos muçulmanos em 1166 e protagonistas da Lenda da Vila de Moura.


Nos finais da década dos anos 50, deu-se início à intervenção por parte do poder público, que durou cerca de 20 anos. Em 1981 iniciaram-se as sondagens arqueológicas e deu-se inicio a trabalhos de recuperação entre 1982 e 1986. Decorria o ano de 2002 e o castelo sofreu novas intervenções, estas com valorização paisagista.


A Torre de Menagem, apresenta-se em estilo gótico, sendo maciça na parte inferior, dispõe de uma sala de planta octogonal, coberta por abóboda em cruzaria de ogivas, assenta em oito colunas de fuste delgado. Durante o séc. XIX uma das torres foi adaptada à Torre do Relógio.

Localização:
Situa-se no centro da cidade.


 
Torre do Relógio
restaurada em 2012


Ruínas no interior do Castelo

Vestígios Arqueológicos no interior do Castelo